Aluguer e cofragem

Aluguer de equipamentos e cofragem: conferir dias, quantidades e devoluções

Gruas, andaimes, cofragem, contentores, plataformas: o custo não depende do que chegou, depende de quanto tempo ficou. E as devoluções parciais são onde os dias se acumulam.

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Porque é que o aluguer é difícil de conferir?

No aluguer a guia de entrega só diz metade da história. O equipamento fica em obra semanas ou meses, sai em devoluções parciais — metade da cofragem de laje volta quando termina um piso, a outra metade só no fim da estrutura — e a fatura mensal cobra dias por artigo e quantidade. Se a guia de devolução ficou numa pasta na obra, ninguém no escritório sabe que aquela quantidade já não devia estar a ser cobrada.

Acrescem as linhas próprias do aluguer: transporte de ida e de volta, montagem e desmontagem, limpeza, reparação ou perda de peças, mínimos de faturação. Cada uma deve estar prevista no contrato.

Um exemplo de devolução parcial

Por exemplo: 120 painéis de cofragem entregues a 3 de março, a 0,90 € por painel e por dia. A 20 de março, 60 painéis são devolvidos com guia de devolução. A fatura de março cobra os 120 painéis durante 29 dias.

Valores ilustrativos. A forma de contar o dia de entrega e o de devolução depende do contrato.
PainéisDiasValor
Faturado12029 (3 a 31 mar.)3.132,00 €
Devido — primeira metade6029 (3 a 31 mar.)1.566,00 €
Devido — metade devolvida6018 (3 a 20 mar.)972,00 €
Diferença594,00 €

Como se controla hoje

Normalmente numa folha de cálculo por obra (ver controlo de custos de obra em Excel), com uma linha por entrega e outra por devolução, atualizada quando alguém se lembra. Alguns ERPs têm módulos próprios — o add-on WIN Construção para Cegid PHC, por exemplo, refere gestão de aluguer de máquinas e equipamentos com dias em obra e custos (conferido no site a 29/09/2026). Em qualquer dos casos, as guias de devolução têm de chegar ao escritório e ser lançadas antes de a fatura poder ser conferida.

Como a Audiree ajuda a conferir o aluguer

  1. 01Guias de entrega e de devolução são fotografadas em obra no dia em que acontecem; a IA lê datas, artigos e quantidades.
  2. 02A fatura mensal é lida linha a linha: artigo, quantidade, unidade (dia, mês, un) e preço.
  3. 03Cada linha é associada ao item do contrato e conferida: preço diário igual ao acordado (V1, V8), unidades coerentes (V9), total vs soma das linhas (V2), contrato e obra certos (V6).
  4. 04O que bate segue sozinho; o que diverge — por exemplo um preço por dia acima do contrato ou uma linha de transporte não prevista — vai para a fila de revisão com a diferença exata.
  5. 05Na revisão, as guias de entrega e de devolução da obra estão no mesmo sítio, lidas e pesquisáveis, para confirmar os dias faturados sem ir à obra procurar papéis.

O que confirmar em cada fatura de aluguer

Quantidade em obra em cada período (entregas menos devoluções), dias faturados, preço por dia ou mês do contrato, e extras (transporte, limpeza, perdas) previstos no contrato.

O que a Audiree não faz

A Audiree não substitui o ERP nem a contabilidade, não paga faturas e não emite guias nem faturas. Não é arquivo fiscal certificado e não valida ATCUD, QR code ou assinaturas junto da AT — o número do documento e o ATCUD servem para detetar duplicados. Também não dá enquadramento fiscal: taxas de IVA e autoliquidação continuam a ser decididas com o seu contabilista certificado.

Não gere o inventário do fornecedor nem a logística das devoluções. Quanto ao IVA: o Ofício-Circulado 25117/2026 inclui o aluguer de gruas na prestação global de um serviço de construção prestado por entidade habilitada; o aluguer faturado isoladamente por uma empresa de aluguer pode ter outro enquadramento — confirme com o seu contabilista certificado.

Como começar

O primeiro passo é uma demonstração de 30 minutos com os seus próprios documentos: traga dois contratos e um mês de guias e faturas de uma obra. Corremos a leitura e a conferência ao vivo e vê, linha a linha, o que seguiria sozinho e o que iria para revisão. Depois adaptamos a plataforma ao modelo de gestão da empresa (obras, centros de custo, quem aprova o quê); a configuração da primeira obra está incluída no piloto. O preço é definido em função do volume de documentos e de obras.

Para o aluguer, traga o contrato com os preços diários ou mensais, as guias de entrega e de devolução e as faturas de um ou dois meses.

Perguntas frequentes

As guias de devolução também são lidas?

Sim. São fotografadas ou carregadas como as outras guias e ficam associadas à obra e ao fornecedor.

Funciona para gruas, andaimes e contentores, não só cofragem?

Sim. O que interessa é o contrato ter o artigo e o preço por dia ou mês; a associação das linhas é feita por significado.

O equipamento próprio que muda de obra precisa de guia?

Os bens do ativo fixo tangível do remetente estão excluídos do regime de bens em circulação (DL 147/2003, art. 3.º). O equipamento alugado circula com a guia do fornecedor.

E se o contrato contar o dia da devolução?

A forma de contar os dias é a que estiver no contrato; é esse critério que deve aplicar na revisão das linhas em dúvida.

Fontes

  1. 1.Regime de bens em circulação — DL 147/2003, texto consolidado (Diário da República)
  2. 2.Ofício-Circulado 25117/2026 — autoliquidação do IVA nos serviços de construção (AT)
  3. 3.WINSIG — WIN Construção (add-on Cegid PHC)

Demonstração

Veja a conferência a fazer-se sozinha.

Traga dois contratos e um mês de guias e faturas. Em 30 minutos corremos os seus documentos ao vivo, linha a linha, com os seus números.