Guias vs faturas

Conferência de guias de remessa com faturas: cada linha faturada contra o que chegou à obra

A guia está com o encarregado, a fatura está com o financeiro e o contrato está numa pasta de compras. É aqui que se perde mais tempo — e onde a automatização rende mais.

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Porque é que guias e faturas não batem à primeira?

A guia de remessa (ou guia de transporte — o conteúdo é o mesmo, segundo a AT) acompanha o material e é assinada em obra. Tem de identificar remetente e destinatário, NIFs, a designação dos bens com as quantidades, os locais de carga e descarga e a data e hora de início do transporte, mas não tem de ter preços. A fatura chega depois, por outro canal, e muitas vezes agrega o mês. Explicamos as diferenças entre os dois documentos em guia de remessa vs fatura.

As divergências típicas não são fraude; são desalinhamentos normais de um circuito em papel:

  • Quantidade faturada superior à soma das guias (uma guia faturada duas vezes, ou uma entrega recusada que ficou faturada).
  • Parte da carga recusada em obra e anotada à mão na guia, mas faturada por inteiro. A lei prevê documento adicional para a aceitação parcial; na prática, a nota manuscrita é muitas vezes o único registo.
  • Designação diferente entre guia e fatura (classe de betão, diâmetro do varão, referência do bloco).
  • Linhas faturadas sem guia correspondente — ver fatura sem guia de remessa.
  • Preço unitário na fatura diferente do adjudicado.

Como se faz hoje e quanto tempo leva

Na maioria das empresas as guias vão da obra para o escritório em lote — semanal, quinzenal ou no fim do mês — em mão, digitalizadas ou por foto. Alguém ordena-as por fornecedor e obra, transcreve as quantidades para uma folha de cálculo, soma e compara com a fatura. Quando falta uma guia, telefona-se para a obra.

Por exemplo: uma obra média recebe algumas centenas de guias por mês. Se cada uma levar três a cinco minutos a encontrar, transcrever e cruzar, são dias de trabalho administrativo por obra, por mês — antes de tratar de uma única divergência. E, em empresas onde a direção de obra e o financeiro conferem o mesmo documento, esse tempo conta duas vezes.

Como a Audiree cruza guias e faturas

  1. 01A guia entra no dia da entrega: o encarregado fotografa-a no grupo da obra, ou a guia digital (PDF, email) é carregada.
  2. 02A IA extrai cada linha — artigo, quantidade, unidade — com duas leituras independentes; valores manuscritos são sinalizados.
  3. 03Cada linha é associada ao item do contrato e valorizada ao preço acordado × quantidade entregue.
  4. 04Quando a fatura chega, é lida da mesma forma e confrontada com as guias e o contrato: total do documento vs soma das linhas (V2), preço vs contrato (V1, V8), unidades (V9), designação (V10), NIF (V5) e referência de contrato (V6).
  5. 05Guias e faturas repetidas são detetadas pelo número do documento ou ATCUD e fornecedor.
  6. 06O que bate é aprovado automaticamente. As divergências entram na fila de revisão, com a linha, a guia e o valor exato da diferença, e resolvem-se num clique.

O que muda para a obra e para o escritório

HojeCom a Audiree
Quando a guia chega ao escritórioEm lote, no fim da semana ou do mêsNo dia da entrega, por foto
Quem transcreve linhasAdministrativo ou financeiroNinguém — a IA lê cada linha
Comparação com o contratoAbrir o contrato ao ladoAutomática, linha a linha
DivergênciasDescobertas no fecho, por emailNa fila de revisão, com a diferença exata
ResultadoFolhas paralelas por equipaUma só informação para Produção e Financeiro; CSV para o Excel

O que a Audiree não faz

A Audiree não substitui o ERP nem a contabilidade, não paga faturas e não emite guias nem faturas. Não é arquivo fiscal certificado e não valida ATCUD, QR code ou assinaturas junto da AT — o número do documento e o ATCUD servem para detetar duplicados. Também não dá enquadramento fiscal: taxas de IVA e autoliquidação continuam a ser decididas com o seu contabilista certificado.

Também não substitui a guia em papel nem o arquivo legal: as regras de conservação continuam a aplicar-se — ver prazos de conservação de guias e faturas.

Como começar

O primeiro passo é uma demonstração de 30 minutos com os seus próprios documentos: traga dois contratos e um mês de guias e faturas de uma obra. Corremos a leitura e a conferência ao vivo e vê, linha a linha, o que seguiria sozinho e o que iria para revisão. Depois adaptamos a plataforma ao modelo de gestão da empresa (obras, centros de custo, quem aprova o quê); a configuração da primeira obra está incluída no piloto. O preço é definido em função do volume de documentos e de obras.

Perguntas frequentes

A guia de remessa tem de ter preços?

Não. O DL 147/2003 exige a designação comercial dos bens e as quantidades, não os preços. Por isso o preço é conferido contra o contrato, não contra a guia.

Guia de remessa e guia de transporte são conferidas da mesma forma?

Sim. A AT esclarece que não há diferenças de conteúdo entre guia de remessa, guia de transporte e documentos equivalentes; a Audiree lê ambas.

E se o encarregado anotar à mão uma recusa parcial?

Valores manuscritos são sinalizados na leitura e a guia vai para revisão, para que a quantidade aceite — e não a da carga — seja a usada na conferência.

Os trabalhadores precisam de instalar alguma app?

Não. Fotografam a guia no grupo de Telegram da obra, o mesmo que provavelmente já usam. Também é possível carregar PDFs ou reencaminhar emails.

Posso continuar a usar o Excel?

Sim. Os dados conferidos exportam em CSV no formato português, prontos a abrir no Excel — sem a digitação.

Fontes

  1. 1.Regime de bens em circulação — DL 147/2003, texto consolidado (Diário da República)
  2. 2.Portal das Finanças — perguntas frequentes sobre bens em circulação
  3. 3.Código do IVA, art. 36.º — prazo e formalidades das faturas (Portal das Finanças)

Demonstração

Veja a conferência a fazer-se sozinha.

Traga dois contratos e um mês de guias e faturas. Em 30 minutos corremos os seus documentos ao vivo, linha a linha, com os seus números.